logotipo FIVELA

Federación Iberoamericana de Vela

Federação Ibero-americana de Vela

 

MATCH RACING

 

Clínica de Match Racing

  

 

Clínica de Match Racing:

Se realizó en Valle de Bravo, México, una Clínica, la cual incluya revisión de Reglamento y estrategias de Match Racing, como también secciones prácticas en el agua para desarrollar habilidades requeridas en Match.

La Clínica organizada por la Federación Iberoamericana de Vela fue orientada por Liz Baylis, Directora Ejecutiva de Women´s International Match Racing Association y ex campeona del Mundo de Match Racing.

 

 

 

   
   
   

 

 

 

 

 

Campeonato Iberoamericano

12/15 marzo, Valle Bravo, México

 

 

 

 

 

http://www.clubnauticoavandaro.net/campeonato_iberoamericano_d.html

 


 

 

 

 

Match Racing en los países Iberoamericanos

 

 

 

ARGENTINA

Federación Argentina de Yachting

 

BRASIL

Confederação Brasileira de Vela e Motor

 

 

EL SALVADOR

 

 

ACTIVIDAD

 

 

ESPAÑA

Real Federación Española de Vela

 

ÁRBITROS

CALENDÁRIO

 

 

MÉXICO

 

 

 

 

PORTUGAL

Federação Portuguesa de Vela

 

INICIO

SEMINÁRIO

MANUAL

 

 

URUGUAY

 

 

ÁRBITROS

CALENDÁRIO

 

 

 

ORGANIZACIÓN DE REGATAS

APOYO TÉCNICO

 

La Federación Iberoamericana de Vela se pone a disposición de entidades u organizaciones que requieran su colaboración en organización de eventos de Match Racing de nivel nacional o internacional en Países Iberoamericanos.

Los técnicos de la Federación Iberoamericana de Vela, con amplia experiencia en organización de regatas en varios países los cuales han brindado diversos medios de apoyo, sin duda pueden contribuir significativamente al éxito de eventos en los cuales brinden su apoyo técnico y profesional.

 

 

 

ÁRBITROS

 

Base de datos de Árbitros Internacionales (IU) y Jueces internacionales (IJ) de nacionalidad Iberoamericana, cuya inscripción ha sido  enviada por ellos à la Federación Iberoamericana de Vela.

Árbitros internacionales inscriptos hasta 01/02/2009 (orden alfabética):

  Armando Goulartt  - POR  >>>

(IJ/IU/IRO)

  Carlos Gastelu   - ARG  >>>

(IJ/IU/IRO)

  David Maria - ESP

(IJ/IU)

 

Flavio Naveira - ARG

(IJ/IU)

 

Manuel Santos e Silva - POR

(IJ/IU)

  Maria Torrijo  -  ESP     >>>

(IJ/IU/IRO)

  Ricardo Lobato  -  BRA    >>>

( IJ/IU)

   

 

 

 
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INICIAÇÃO AO MATCH RACING

 

Excerto do manual “Iniciação ao Match Racing”

 

O NASCIMENTO DO MATCH RACING

O Match Racing é uma especialidade da Vela de competição que significa essencialmente “regata a dois” ou seja que a regata é efectuada como um duelo entre dois barcos.

A primeira prova que poderíamos chamar de Match Racing e de que temos conhecimento, teve lugar em 1661 no rio Tamisa, disputada entre o rei Carlos II e o seu irmão.

Mas o primeiro Match Racing corrido em barcos idênticos foi a Omega Gold Cup nas Bermudas em 1937 cujo vencedor foi o famoso Cunningham que também venceu a primeira America’s Cup disputada na classe 12 metros, no entanto hoje em dia esta prova é corrida em barcos da classe IACC (International America’s Cup Class).

Actualmente a Vela de competição está dividida em duas disciplinas, Regatas de frota e Match Racing e em ambas têm sido adoptadas algumas inovações no sentido de conseguir uma maior ligação com o público, mas foi a disciplina de Match Racing que transformou a Vela num desporto espectáculo.

Com o Match Racing a Vela não só aumentou o seu prestígio como também estabeleceu uma ligação perfeita com os meios de comunicação social.

Nos Jogos Olímpicos e em outras provas importantes são construídas bancadas para que os espectadores possam acompanhar o desenrolar do Match Racing e a Americas’ Cup, corrida em Match Racing tem tido os maiores índices de cobertura televisiva.

As longas regatas de frota afastadas da costa em que mesmo no final muitas vezes ainda não está decidido o vencedor, não têm grande interesse para os média e para o público em geral.

Com o Match Racing as regatas são curtas e à vista de toda a gente, o primeiro a cortar a linha de chegada é o vencedor e qualquer um compreende facilmente as regras do jogo, sabendo a todo o momento quem está a ganhar ou a perder.

O Match Racing está a avançar a passos largos no sentido da transformação do desporto da Vela em desporto espectáculo criando-lhe uma nova dimensão e requerendo tripulações hábeis não só na manobra dos seus barcos como também tacticamente inteligentes na condução das lutas barco a barco.

 

OBJECTIVOS

O objectivo básico do Match Racing consiste na luta entre dois barcos cada um dos quais pretendendo atravessar a linha de chegada antes do seu adversário, mas tendo cumprido as regras e efectuado as penalizações que lhe tenham sido impostas.

É permitido aos barcos manobrarem contra o adversário a fim de se protegerem ou consolidarem a sua posição, evitando serem ultrapassados ou mesmo aproveitarem-se de uma situação em que possam forçar o outro barco a infringir uma regra para que seja penalizado.

Tal como em outros desportos, as regras de regata são estruturadas de forma a darem vantagem ao concorrente que for à frente.

O objectivo de cada um dos competidores é simples: ser o primeiro a cortar a linha de chegada sem penalizações, tendo largado correctamente e cumprido o percurso.

A forma mais simples de conseguir este objectivo é adquirir à largada a posição de controle e conservar-se à frente do adversário durante toda a regata.

No Match Racing praticado com barcos iguais, uma boa largada resulta muitas vezes em ganhar essa regata embora com a adopção das chegadas à popa, uma pequena vantagem não seja suficiente para assegurar a vitória.

 

O UMPIRING

Nos últimos anos a IYRU implementou o Umpiring (julgamento durante a regata) com grandes vantagens sobre o processo clássico de resolver os protestos depois de terminarem as provas.

Pode dizer-se que o recente nascimento do Umpiring foi determinado pela confluência de três factores na história do yachting: o desenvolvimento a partir da década de 80 da fiscalização na água da regra da propulsão, o procedimento adoptado em Inglaterra nas regatas de Match Racing de os juízes seguirem as provas e servirem de testemunhas na inquirição dos protestos decididos após as regatas e finalmente o pedido feito à IYRU em 1987 pela Associação da classe A para que fosse adoptado um processo em que os juízes tomassem decisões instantâneas durante as provas.

O sistema convencional de protestos com longas inquirições e cujas decisões muitas vezes alteram substancialmente o resultado das regatas é substituído por um sistema em que os Árbitros embarcados em rápidas embarcações a motor decidem os protestos relativamente às regras de direito a rumo respondendo em alguns segundos aos protestos dos concorrentes ou penalizando por iniciativa própria as infracções às restantes regras de regata (Entrada na Pré-Largada, Propulsão, Abalroamento de Balizas, etc.).

Quando os Árbitros estão convencidos que um barco protestado infringiu uma regra impõem uma penalização que poderá ser cumprida com uma viragem por davante ou uma cambadela, consoante a perna do percurso em que o barco navega.

O cumprimento de uma penalização põe o infractor em desvantagem mas esta normalmente não é suficiente para lhe provocar a derrota.

Utilizando este sistema de arbitragem directa só raramente é que o barco que corta a linha de chegada em primeiro lugar não é o vencedor da regata.

A arbitragem funciona de uma forma peculiar.

Dois Árbitros navegando numa embarcação a motor, seguem e observam os concorrentes posicionando-se de uma forma em que possam observar qualquer incidente que ocorra.

Uma segunda embarcação chamada Wing judge (Juiz lateral) é usada para, através de rádio ou de sinais visuais, informar os Árbitros acerca de sobreladeamentos, mastro pelo través, distância das balizas, etc. de forma a auxiliar estes a tomarem decisões correctas.

Quando o Match Racing se disputa em barcos de maior porte (normalmente superiores a 12 metros) pode ser colocado um observador à popa que comunica com os Árbitros através de sinais visuais.

É um princípio fundamental que um timoneiro mesmo que pense ter infringido uma regra não é obrigado a exonerar-se com uma penalização a não ser que os Árbitros a tenham assinalado.

Esta é também uma alteração à Regra Fundamental, Aceitar Penalizações, que em regatas de frota obriga um barco que se aperceba que infringiu uma regra a exonerar-se ou a retirar-se prontamente.

O segundo princípio é o de que os Árbitros não penalizarão um barco a não ser que estejam convencidos que o barco tenha infringido uma regra mesmo quando há contacto e ambos os barcos protestam; se os Árbitros não conseguem decidir qual dos barcos foi o infractor não penalizarão nenhum deles.

O terceiro princípio da arbitragem é o de nunca ser imposta uma penalização a um barco por este infringir uma regra de direito a rumo a não ser que o seu adversário tenha protestado.

Este tipo de protestos é assinalado gritando “Protesto” e expondo a bandeira “Y” do CIS.

Mesmo que haja uma colisão, se nenhum dos barcos protesta, os Árbitros não actuarão a não ser que tenha sido provocada alguma avaria.

 

O FORMATO

Os campeonatos de Match Racing são constituídos por uma primeira série chamada Round Robin (todos contra todos) e por uma segunda série com as Semi-finais e Finais em sistema de Knock Out (por eliminatórias) no qual participam apenas os quatro primeiros classificados do Round Robin.

Quando há muitos concorrentes e poucos dias de provas é necessário dividir os inscritos (normalmente por sorteio) em grupos e efectuar Round Robins por grupo apurando-se apenas os primeiros classificados de cada um deles para a fase seguinte.

Como é difícil prever à priori o tempo que será consumido para completar o primeiro Round Robin e que dependerá de vários factores como a velocidade do vento ou de paragens por avarias, o sistema que está actualmente a ser adoptado é o de se programar uma segunda volta do primeiro Round Robin que poderá ou não ser completada pontuando no entanto todos os encontros efectuados até à sua suspensão. Neste caso, os concorrentes correrão com os mesmos adversários trocando com eles de barco e de lado de entrada na pré-largada.

Aos concorrentes que tenham competido duas vezes um contra o outro, será atribuído ½ pontos por cada vitória, no caso de só se terem encontrado uma vez, a vitória valerá 1 ponto.

No entanto este sistema não é do agrado de muitos dos concorrentes e a tendência futura será a de proceder à sua eliminação.

Quando os participantes são apurados para as Semi-finais quer através de grupos ou por um só Round Robin em que todos se encontraram, o primeiro classificado competirá em seguida contra o quarto e o segundo contra o terceiro ou então será dado a escolher ao primeiro classificado aquele contra quem quer competir.

A Grande Final (para o primeiro e segundo lugares) será disputada entre os dois vencedores das Semi-finais e a Pequena Final (para os terceiro e quarto lugares) entre os dois perdedores das Semi-finais.

Estas séries por eliminatórias são normalmente decididas ao primeiro a vencer duas regatas o que poderá dar o máximo de três regatas ou ao primeiro a vencer três, o que poderá dar o máximo de cinco regatas.

 

OS PERCURSOS

Uma regata de Match Racing é constituída por duas partes distintas, a pré-largada e a regata propriamente dita.

Na pré-largada os barcos deverão entrar vindos do lado de fora das perpendiculares aos extremos da linha cada um do seu lado, previamente estabelecido nas listas de pares dentro do período de 4 a 2 minutos antes do sinal de largada.

É aí que vemos os barcos a manobrarem um contra o outro com o objectivo de levarem o adversário a ser penalizado e a colocarem-se numa posição de controlo que lhes dê uma vantagem significativa no momento da largada.

Os percursos são constituídos por idas e voltas ou seja por pernas de bolina e de popa com apenas duas balizas, uma a barlavento e outra a sotavento.

A linha de largada serve também de linha de chegada o que significa que os barcos terminarão à popa.

As rondagens são efectuadas por estibordo para dificultar as manobras e criar situações tácticas mais arriscadas.

 

AS REGRAS

Nas regatas de Match Racing aplicam-se em conjunto quatro tipos de regras: As Regras de Regata, o Apêndice C, as Instruções de Regata e as Regras de Utilização dos Barcos.

As Instruções de Regata prevalecem quando em conflito com qualquer das outras.

Algumas regras são substancialmente alteradas, tais como a de Avarias Sérias, Arribar mais do que o Rumo Correcto, Definição de Chegada, etc.

 

O CIRCLING

Enquanto que em regatas de frota ter direito a rumo é normalmente uma vantagem, em Match Racing isso nem sempre acontece.

O caso típico é o do barco livre pela proa (quando ambos navegam com as mesmas amuras), que segundo as regras tem direito a rumo sobre o barco livre pela popa e que em Match Racing embora com direito a rumo encontra-se sob controle do barco que o persegue.

Por este motivo foram desenvolvidas diversas tácticas com as quais o barco livre pela proa procura defender-se do controle a que fica sujeito pelo barco perseguidor.

A mais conhecida e utilizada dessas tácticas é o “circling”.que é a manobra com a qual o barco livre pela proa procura neutralizar o controle a que está sujeito pelo barco perseguidor.

 

ORGANIZAÇÃO DO MATCH RACING

A nível mundial existe no seio da ISAF o Match Racing Committee onde um membro português, Armando Goulartt, participou durante onze anos.

A Federação Portuguesa de Vela teve em funcionamento entre até 2003, sob a coordenação do referido membro, um Gabinete de Match Racing com funções técnicas, que actuando sob o estatuto de voluntariado, ou seja, de forma gratuita, iniciou o Match Racing em Portugal, lançou uma frota de J24 unicamente dedicada a esta especialidade, criou regulamentação própria e deu apoio à organização de todas as provas que se realizaram durante onze anos.

Actualmente as provas são organizadas por um departamento profissionalizado da FPV.

 

 

 

 

 

HOME